Nick Zombie - Nossa Caminhada #3


Conheça o Nick Zombie, um artista multimídia que nasceu em São Paulo. Começou a sua caminhada em meados de 1995.



Graffiti de 2009




"Comecei a desenhar desde pequeno, creio ser assim com a maioria de nós, a diferença é que alguns param no meio do caminho por N questões, eu não parei. No final da década de 80 na extinta rede Manchete passou um desenho chamado cavaleiros do zodíaco, todos os amigos da época piravam no desenho e alguns deles conseguiam copiar super bem e eu era muito ruim (mesmo gostando de desenhar) e desse ponto em diante comecei a me esforçar mais nos estudos. No caminho comecei a "pixar" com alguns amigos em 95 aproximadamente e em 97 comecei a sentir necessidade de fazer algo a mais, colocar meu nome em paredes não supria mais e foi assim que comecei a desenhar nas paredes com alguns amigos da minha rua."



 

Quando o indaguei sobre os seus projetos, essa foi sua resposta:


"Creio que o projeto mais importante é o que ainda não participei, tudo que fiz até hoje para chegar até aqui tem a mesma importância para mim, desde uma pintura em um bairro vizinho a uma empena de prédio ou uma viagem para fora do Brasil. A meta eterna é evoluir e isso me faz continuar."



Graffiti de 2021



 

As inspirações do artista, se baseiam em tudo que o cerca e no que ele já viveu, segundo ele, daria para escrever alguns livros sobre suas referências, em geral, suas inspirações mudam com o tempo. Vão desde a revista MAD e Heavy Metal a livros que ele leu e está lendo. Para ele as referências mudam conforme ele muda, consequentemente o seu estilo artístico também muda.


"Creio que estilo seja algo que não deve ser buscado, creio no estudo constante e que o estilo seja consequência de um trabalho bem realizado. Quando morrer quero ser lembrado por todo o processo e não por um carimbo apenas e sei que para isso acontecer preciso estudar muito e produzir para caralho."






 


Galerias e Graffiti




Além das intervenções urbanas, Nick também produz artes em telas, ilustrações digitais, entre outras.


"Quanto ao que penso sobre diferentes mídias e locais onde meu trabalho está, creio que sejam sentimentos diferentes, vejo o graffiti como algo rápido que me satisfaz mais em pouco tempo quero fazer mais, a ilustração, tanto digital quanto em papel é mais controlado, por que não tem o corre-corre da rua e posso fazer no meu ambiente com minha música ou em silêncio se preferir, as telas são em grande parte, puro sofrimento ao fazer, um sentimento mais duradouro, mas, em contrapartida, são elas que me dão maior satisfação quando termino uma obra.

Há uma discussão eterna do que é ou deixa de ser o graffiti e hoje não me importo mais com isso, sou Nick no desenho, sou Nick na pintura, sou Nick no graffiti, sou Nick na quebrada e o mesmo Nick no museu, então a busca hoje para mim não é em definir coisas e sim criar, recriar, produzir, destruir e estudar. As definições deixam por conta dos historiadores."